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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Má gestão pública + desmatamento = tragédia no Rio

               Mais uma vez, os humores do clima trouxeram uma grande tragédia para o Rio de Janeiro. Até hoje (19 de janeiro de 2011), já se contabilizaram mais de 700 mortos na região serrana no Rio de Janeiro, vítimas dos deslizamentos e chuvas intensas.  Fato que prejudicou também o abastecimento de frutas e verduras no Rio de Janeiro.
               Os nossos mals gestores, ligados a bancada ruralista da Câmara dos Deputados que querem acabar com a proteção das nossas florestas alterando o Código Florestal, fingem não saber que o desmatamento de áreas protegidas somado as chuvas intensas são grandes intesificadores desse desastre.
                Essa mesma turma está dando sinais de que querem lutar novamente por esse projeto, deixando o país e sua agricultura mais vulneráveis aos desejos do clima. "Se há dúvidas sobre como lidar com o problema dos eventos climáticos extremos, existe ao menos uma certeza: a solução não é derrubar árvores. Muito pelo contrário" (Rafael Cruz - Coordenador de Campanha Greenpeace). Organizações como o Greenpeace contam com o nosso ativismo para ser contra ações contra essas. Vamos participar! http://www.greenpeace.org.br/  

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A metáfora da máquina

              “A metáfora da máquina é tão poderosa que molda o caráter da maioria das organizações”


             A organização, enquanto vítima da máquina, possui a grande maioria de seus processos vistos de forma mecânica, dentro de um sistema de causa e feito muito bem estruturado. Nessa estrutura organizacional é fácil você identificar os personagens, os “funcionários” e suas atribuições muito bem especificadas. Porém, essas mesmas organizações possuem uma imensa dificuldade de adaptação e flexibilidade as externalidades que o ambiente (mercado) lhe proporciona. Essa debilidade vem da estrutura organizacional está voltada a metas pré estabelecidas.
             As empresas que ainda se prendem a essa metáfora estão vivendo a margem de novas tendências. Praticamente não dedicam seus processos a questão socioambiental, por exemplo; valorizam apenas a tecnologia como solução à produtividade e esquecem a criatividade e a pessoalidade como alternativa vinda da valorização dos recursos humanos da organização; ainda tratam a organização apenas como um sistema mecânico e fechado, não atentando para as mudanças do mercado.
                O risco que o gestor, inserido em uma organização mecanicista, é de traduzir o padrão e a rigidez dos processos operacionais para as relações humanas e para o processo de desenvolvimento organizacional. Esse risco vem do fato de confundir a gestão operacional dos processos com a liderança a ser desenvolvida com as equipes. Os processos, por si só, seguem um padrão para justamente facilitar a análise, melhoria contínua, implementação de tecnologia, etc. No desenvolvimento dos recursos humanos, os colaboradores devem ser vistos como universos individuais, que precisam ser avaliados e desenvolvidos de forma individual. Vale aqui, o velho jargão: "Gerenciamentos processos e lideramos pessoas".
                Se libertar da metáfora da máquina é um desafio, pois a valorização dos recursos humanos, com o objetivo de motivá-los, potencializá-los e satisfazer suas necessidades traz um ganho para organização que é reciproco a essa dedicação: produtividade, dedicação ao trabalho e criatividade para os processos. Resumidamente, a metáfora da máquina deve ser adotada a padronização dos processos. E para aperfeiçoar esses processos, deve-se valorizar os Recursos Humamos reposnáveis por eles.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Canto da Árvore

Canto da Árvore


Pare, viajante, eu sou o laço

Amarrando o vento com a terra

Eu sou as flores em silêncio

Para quem não se lembrar.



Toda minha vida eu estou com a sua vida

Florescendo ao seu lado

Sem duvidar que todos os dias duvidas

da minha sombra de madeira.


E o fogo doce do inverno

É o primeiro berço

De seu sonho final que é ouvido

como o limite do seu esperado.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Escritório Sustentável

        Entre as diversas tentativas de se tornar mais verde, há diversas possibilidades de tomar atitudes mais sustentáveis. Você é inclusive capaz de deixar seu escritório, ou ambiente de trabalho mais ecológico. Mais do que reciclar papel ou economizar energia - o que a grande maioria das pessoas está fazendo de forma incosnciente, que nem colocar cinto de segurança - há a possibilidade de muitas outras coisas. Vendo a animação criada pelo Banco Real (http://planetasustentavel.abril.com.br/simuladores/empresa.shtml) você pode pensar consumo de energia e água, acessibilidade, conforto ambiental e relações trabalhistas. São dicas que vão desde garantir uma largura adequada para a porta, permitindo a passagem de cadeirantes, até os critérios de contratação de fornecedores, dando prioridade a quem tem as mesmas práticas. 
          No ambiente de trabalho, além de proporcionar uma constante conscientização sobre a redução de impactos ambientais, a própria equipe trabalha em ambientes mais saudáveis - do ponto de vista físico, social e humano - e sentem-se respeitados por seus empregadores. Bem que o Banco Real poderia disponibilizar umas fotos dos seus escritórios para mostrar se aplicam tais alternativas, e se realmente aplicam. Vale a pena copiar!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Empresas mais verdes, alguns outros exemplos

   Achei alguns outros exemplos de produtos e serviços "ecologicamente corretos":


1º Camisinhas Ecológicas: Na cidade de Xapuri, no Acre, uma fábrica sustentável de camisinhas virou atração turística. A Natex, que utiliza látex de seringal nativo, produz 100 milhões de preservativos por ano, segundo a Agência de Notícias do Acre. Para os turistas, há visitas onde começam a retirada da borracha no meio da mata. E, depois de ouvir as histórias da vida nos seringais, o visitante pode ver o látex ser transformado em preservativo. Segundo a Secretaria de Turismo do Acre, o leite retirado das seringueiras da Reserva Extrativista Chico Mendes garante o sustento de mais de 400 famílias envolvidas direta e indiretamente na produção das camisinhas. Criada em 2002 e operando desde 2007, a Natex é uma iniciativa do Governo do Acre em parceria com os ministérios da Saúde, Integração Nacional, Superintendência da Zona Franca de Manaus e Banco Interamericano de Desenvolvimento. Toda a produção é direcionada para o Programa DST/Aids do Ministério da Saúde.

2º Ecolavagem: A ECO lavagem é uma lavagem ecológica de automóveis que recorre ao uso de novas tecnologias, permitindo poupar centenas de litros de água em cada lavagem. Os seus produtos são biodegradáveis e por isso não contaminam os nossos recursos hídricos. Para o carro a limpeza é mais duradoura. Os produtos utlizados deixam uma fina película protectora impermeabilizante que protege a pintura do seu carro contra a chuva ácida, a poluição, a maresia, os mosquitos e os raios UV. Além disso, conserva a pintura do seu carro, pois evita o aparecimento de riscos, ao contrário das lavagens tradicionais.

Para o meio ambiente, poupa centenas de litros de água em cada ECO lavagem, pois utiliza muito pouca água (10 l), ou mesmo nenhuma se assim o desejar, enquanto que as lavagens tradicionais gastam entre 200 e 560 litros. E os produtos são Biodegradáveis que não contaminam os nossos recursos hídricos.

3º Sapato Sustentável: Três pequenas empresas calçadistas de Novo Hamburgo - RS (Divalesi, Paulina e Ricarely) desenvolveram uma linha de Ecocalçados, fabricados com matérias-primas recicláveis, sem geração de resíduos em nenhuma etapa do processo industrial. O produto será destinado inicialmente ao mercado europeu. (Por quê?!?!?!)

   Os três exemplos são amostras claras que as alternativas criadas por essas empresas são motivadas por faturamentos maiores, mais clientes e sobrevivência no mercado. A favor humanidade, provavelmente não, mas quem sabe essas alternativas serão as únicas possíveis.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Giselle... Casacos de pele e "ações ambientais"



              Em 2002, após a vergonha de ter embolsado US$ 500 mil em dinheiro e dois casacos de pele no valor de US$ 250 mil cada por ter desfilado para a marca de lingerie Victoria’s Secret e a fabricante de peles Blackglama, Giselle, provavelmente com a ajuda de alguma assessoria de marketing, ou complexo de culpa resolveu dá a volta por cima e está entre as estrelas que usam sua imagem a favor de causas humanitárias e agora, claro, ambientais.

    A bonitinha lança em seu site pessoal (http://www.giselebundchen.com.br), todo voltado para o tema "sustentabilidade", um vídeo sobre a importância da biodiversidade biológica do nosso planeta, o primeiro de uma série produzida em parceria com o programa das Nações Unidades. O site ainda traz um link que tratam dos prejuízos provocados pelos acontecimentos globais, o que cada um pode fazer para revertez o quadro e até uma lista de instituições que estão precisando de ajuda para projetos e ações.
         Além disso, com sua mega imagem ela ainda lançou em 15 de março uma linha de produtos de beleza eco friendly, “com ingredientes 100% naturais e embalagens de papel reciclado com chamadas de conscientização nos rótulos. Os produtos NÃO são testados em animais.... Para quem vive de imagem, você acha que ela teria coragem de lançar qualquer produto que não fosse assim?



P.S. Tradução do cartaz acima: "Isso é o que sobra do seu casaco de pele" Fonte: www.peta.org.br 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Empresas mais verdes


Amor pela natureza? Responsabilidade social? Necessidade de mercado? Não importa! Mais por obrigação, mas com alternativas eficazes - pois visam a redução de custos, produtividade e imagem social - as empresas estão cada vez mais se tornando "verdes". Veja algumas iniciativas:


1º 7 mil mudas de árvores foram plantadas em Serra Negra pela Café no Ponto. A idéia principal é neutralizar as emissões de CO2 que ocorrem no processo produtivo nos próximos dois anos.


2º Desde abril desse ano, os hóspedes de alguns hotéis da rede Crowne Plaza serão convidados a dar umas pedaladas em bicicletas geradoras de eletricidade. Os aparelhos possuem iPhones conectados que informam a quantidade de energia elétrica produzida a partir da energia cinética. E tem mais, quem gerar pelo menos 10 watts/hora para o hotel perde cerca de 500 Kcal e recebe uma refeição grátis.

3º Como parte de uma das tarefas da Olimpíada Ecológica da cidade de Ecoporanga, no Espírito Santo, os  alunos da Escola Estadual Ecoporanga, criaram roupas a partir de materiais recicláveis. Copos descartáveis, cartões telefônicos, entre outros objetos, foram utilizados para a produção de 50 peças, como roupas, chapéus, colares e cintos. Os estudantes realizaram um desfile de moda no Mercado Municipal e conquistaram o primeiro lugar na competição, sendo que a escola foi presenteada com um troféu e um aparelho de DVD.

4º A Nokia figura em primeiro lugar entre as empresas de TI mais verde do mercado. A companhia finlandesa é seguida pela Samsung e Sony Ericsson. A Nintendo, desde a primeira edição, aparece como a empresa menos verde entre as 17 que compõem o ranking. Isso porque, segundo a Ong, a fabricante ainda não eliminou completamente o uso de PVC em seus consoles.
5º O Greenpeace, possui a lista as 10 empresas de TI mais "verdes" do mercado (http://www.osdezmais.com/meio-ambiente/as-10-empresas-mais-verdes-e-menos-poluentes/). Com essa lista, ela produziu o "Guide of Greener Eletronic" para ser utilizado por consumidores na hora de decidir por qual produto comprar:

domingo, 13 de junho de 2010

Empreendedores Sociais - O Banqueiro dos Pobres

             Mordi a própria língua. Quando reconheci, na primeira instituição financeira que trabalhei, que não havia mais como fortalecer minhas ânsias humanas, pessoais e profissionais, resolvi sair. 02 anos depois voltei a mesma instituição para trabalhar desenvolvendo oficinas de educação socioambiental com os funcionários. Ao mesmo tanto que foi estranho, foi bom ser lembrado e reconhecido, agora em um outro papel e promovendo outro trabalho. Passado alguns anos, já no atual trabalho, retornei a outra Instituição Financeira e lá tive o prazer de vivenciar outra experiência maravilhosa. Conhecer mais a história de Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank e conhecido como o banqueiro dos pobres. A instituição, especializada no microcrédito, já concedeu mais de 10 bilhões a empreendedores de famílias pobres do mundo todo durante os seus 25 anos de existência, e rendeu ao brilhante Muhammad.
               O próximo alvo da Instituição são os 60 milhões de brasileiros com renda mensal entre um a três salários mínimos. Para isso, o mercado está sendo estudado. Há uma grande equipe visitando as periferias de todo o país conhecendo melhor a realidade local dos empreendimentos.
               A diferença desse "empréstimo" é a metodologia baseada na economia solidária, nas taxas que são bem menores do mercado e a possibilidade de investimento nos pequenos negócios por pessoas que não possuem renda para comprovar.
               Quem diria que retornando a uma Instituição Financeira iria ter a possibilidade de conhecer um trabalho tão grandioso como esse.
                

sábado, 5 de junho de 2010

Água - Faça essa economia de milhões em sua empresa e no planeta

         Assim como a economia de energia, a conservação da água também tem um grande potencial de aumentar os lucros das empresas. Um estudo publicado recentemente por uma instituição americana de Ética chamado “Destravando os lucros da economia de água”, revelou que a tendência é que a conservação deste bem seja prioridade das companhias nos próximos 10 anos. As empresas não apenas se mostra ecologicamente consciente para os seus clientes, mas também economiza muito dinheiro com isso.

            Foi realizado um questionário com várias empresas, entre elas as grandes multinacionais como Coca Cola, Unilever, Shell, etcAinda, 99% dos gerentes de sustentabilidade das empresas entrevistadas afirmaram que a economia de água será prioridade em um futuro muito próximo, e 52% já consideram que o consumo de água já é um dos 5 maiores problemas que eles lidam atualmente.
               O que deixa mais fácil convecer os setores financeiros, que às vezes manifestam certa resistência a este tipo de projeto, é que o investimento em medidas para diminuir o consumo de água reflete em uma grande economia para a empresa, quase imediata. De acordo com o estudo, a maioria das companhias que já iniciaram a redução do consumo de água se mostrou muito surpresa com a grande taxa de retorno que isso gerou.
O Sainsbury’s, por exemplo, uma cadeia líder de supermercados no Reino Unido, já economizou 1,6 milhões de libras (cerca de R$ 4,32 milhões) desde que consertou vazamentos, instalou sensores nos mictórios e reduziu a capacidade de água dos vasos sanitários. As reduções, porém, não estão apenas nestas medidas. As companhias podem ainda repensar seus esquemas de produção e reduzir drasticamente os custos.
“A água é um recurso crítico que sustenta o desenvolvimento social, e obviamente a proteção ambiental. E mesmo assim, a discussão dos problemas relacionados a água ainda se mantém limitada aos ministérios ambientais,” relatou Andy Wales, responsável do setor de sustentabilidade da Cia de cerveja SABMiller. “Esses ministros, são ótimos ministros, mas não são os mais poderosos no governo. Nós precisamos fazer os ministros de áreas financeiras e de energia, entender o impacto que a água tem de provocar o crescimento em seus países.”
Empresas como a IBM, por exemplo, já estão prestando atenção a esta tendência, e criando softwares e hardwares para auxiliar na economia de água.
Fonte: wwf.org.br

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mal exemplo - A retratação da Nestlé

           Talvez a Floresta da imagem ao lado poderá ser salva. Após dois meses de campanha e intensa participação de ciberativistas, a Nestlé decidiu alterar sua política de compras e parar de financiar o desmatamento das florestas tropicais da Indonésia. ========>>>>>
           A empresa se comprometeu a identificar e excluir de sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento. Nesse grupo entraria, por exemplo, a Sinar Mas, a maior produtora de óleo de dendê e de papel e celulose da Indonésia, caso não siga a nova política da Nestlé, e intermediadoras como a Cargill, que compram da Sinar Mas. O Greenpeace acompanhará esse compromisso para que ele não fique só no papel. E, se preciso, acionaremos a participação dos ciberativistas. Fique atento e participe http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mal exemplo - Doce Amargo... Agora é a Nestlé que está no alvo

           Protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.

         A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
         Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
         Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
         O Greenpeace está assinando um protesto contra a empresa para encerrar essa prática na floresta... Participe no site (http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista).

domingo, 16 de maio de 2010

Fim das sacolas no Carrefour - Finalmente....


              Chega ao Brasil, a primeira iniciativa de zerar a utilização de sacolas plásticas em supermercados. Em vários supermecados europeus, por exemplo, as sacolas plásticas são pagas e o próprio cliente que empacota seguindo suas necessidades. Se optar por não empacotar nada, pode levar tudo na mão, carregar em sacolas de pano, etc. Em 15 de março de 2010, dia mundial do consumidor, a rede Carrefour finalmente lançou, em Piracicaba (SP), a primeira loja do Brasil a eliminar o uso sacos plásticos tradicionais. Para substituir, disponibiliza aos cliente caixas de papelão, sacos reutilizáveis e sacolas biodegradáveis. A iniciativa será implantada em todas as lojas da rede, gradativamente, nos proximos 4 anos.

              O "evento" de inauguração dessa "novidade" teve a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc: “esse tipo de ação só é possível porque o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente sobre os danos que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente”.
              Ele anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, dia mundial do meio ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano.“Isso mostra o consumo consciente como instrumento de transformação da sociedade”, ressaltou Minc, ao afirmar que esse tipo de mudança é reflexo da conscientização da empresa e dos consumidores. No entanto, “isso não acontece do dia para noite” - Até porque só agora deram uma alternativa "viável" a não utlização da mesma.
               Minc ainda acredita que haverá uma “imitação saudável” da iniciativa, que deverá ser copiada por outras redes de supermercados. O banimento de sacolinhas plásticas já acontece em vários países, como França e Bélgica.
                Para o diretor-superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, “a eliminação das sacolas plásticas é uma ação decisiva do Carrefour para o meio ambiente”. A partir do dia 31 de março, os clientes receberam sacolas retornáveis, caixas de papelão e poderão comprar sacolas  biodegradáveis - Espero que seja de origem vegetal e não de derivados de petróleo - que  terá sua renda revertida para o Lar dos Velhinhos.
                Esperamos que essa iniciativa seja realmente copiada. A iniciativa do Carrefour deveria ser uma exigência tomada por cada supermecado e loja que ainda trabalha com sacolas plásticas. Conforme dados do WWF, mesmo eliminando todas as sacolas plásticas da face do planeta, ainda encontrariamos resquícios desse mal nos oceanos, solos por mais uns 100 anos ,e em estômagos de animais por mais uns 30 anos. Que saco!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Consumo Insustentável parte 2

Imelda Marcos, a mais famosa colecionadora de sapatos do mundo, ex-primeira dama das Filipinas representa o sonho de consumidor para muitas empresas, mas também um grande símbolo de uma postura que precisa ser mudada radicalmente. No seu “Museu de Sapatos” da Cidade de Marikina, ela expõe centenas de pares de sapatos, muitos encontrados no palácio presidencial quando Imelda e seu marido, o presidente Ferdinand Marcos, fugiram das Filipinas, em 1986.


           Se Sócrates visse isso, talvez ele reproduzisse a mesma resposta que dava, séculos antes de Cristo, quando os comerciantes perguntavam o que ele estava fazendo andando pelas ruas do comércio de Atenas. Quando era assediado por vendedores, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”. Agora, sendo bem sincero, e independente de gostos e “achismos” sobre necessidades humanas, você precisa de mais de 500 pares de sapatos para ser feliz?
           A certeza que tenho é que, sem dúvida, ela contribuiu para o primeiro alerta, dado em 2009, pela organização internacional Global Footprint Network, onde foi afirmado que a Terra precisa de quase 18 meses para produzir os “serviços ecológicos” que os quase 7 bilhões de humanos utilizam em um ano. Se outras “colecionadoras” resolverem fazer o mesmo, precisaremos na década de 2030, de duas Terras para atender a nossa demanda anual. Esse dado foi reafirmado esse ano pelo Worldwatch Institute, no relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do Consumismo à Sustentabilidade), onde os 60 autores que assinaram sugerem, em meio a vários demonstrativos, gráficos e análises, mudanças profundas e difíceis, mas necessárias na mente humana e na forma como ela ver o consumo.
            E olha que nem estamos falando do potencial consumidor das quase 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta, mas sim, de apenas 2 bilhões que podem e/ou precisam consumir com mais sensatez e economia de recursos. O estudo afirma também que a discussão sobre o aquecimento global deve está atrelada a um padrão mais simples de vida. “Para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas a fim de que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”, afirma Erik Assadorium, diretor do relatório.
            A grande parte dos “serviços ecológicos”, cerca de 78%, são utilizados por apenas 16% da população mundial, que se encontram em apenas 65 países. Onde, alguns, como os EUA, consomem 32% desses serviços com apenas 5% da população mundial. Porém, o relatório também demonstra que alguns padrões de consumo, como da Tailândia e da Jordânia já superam o nível adequado. Sem falar, nos “potenciais consumidores” que estão representados pela nossa ascendente classe média e demais vindos da China e Índia, no qual resultam em dados imprevisíveis no relatório.
            Em meio aos fatos, há também muita luz sendo acesa. O sociólogo italiano Franco Ferrarotto afirma já ser possível detectar as mudanças nos padrões de consumo após a crise, que antes era financeira e passou a ser produtiva. Fora isso, zapeando pela internet e outros meios de informação, você percebe essa outra força nascendo, a que consegue unir pensamentos e atitudes pelo bem da humanidade. Há projetos de consumo voltados a sensibilização de crianças (http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Home.aspx ) Espaços de discussão (http://www.ecodebate.com.br ) e, inclusive gestores que, como bons gestores que são, sabem perceber as novas tendências do mercado e da sociedade (http://blogmais.wordpress.com/2009/01/28/responsabilidade-ambiental-ranking-de-empresas-verdes/ ). Não tenho como comprovar a efetividade dessas iniciativas, mas os resultados são reconhecidos.

         Depois de tudo isso, enquanto administrador, eu estou refletindo sobre outro desafio. Como vender, comercializar e atrair clientes com o possível fim da era do desperdício. ?????

Confesso que depois que escrevi isso, precisei rever minha coleção de DVDs, de action-figures e de revistas em quadrinhos. Uma já consegui me desfazer. Hoje leio meus quadrinhos todos on-line...muito melhor. É difícil, mas agente consegue!

Eco + Eco = “Responsabilidade Social 2.0”

                Como alinhar o Eco de Economia com o Eco de Ecologia? O antigo gestor, alheio as novas concepções de sustentabilidade e que ainda imagina ter em mãos o sucesso econômico ainda baseado na utilização irrestrita e irresponsável de recursos naturais está fadado a ser engolido pelo mercado – talvez não pela qualidade do que oferece, mas pela demanda dos que visam a responsabilidade que a sua empresa possui com o bem-estar mundial.
                A adesão dos novos gestores a processos, campanhas e projetos voltados a sustentabilidade deu um salto nos últimos anos por diversos motivos. Primeiramente, de ordem prática, quando se aperfeiçoa o processo de produção e diminui-se a utilização, transporte e manufatura de recursos naturais, logicamente poupa-se dinheiro a curto prazo. Segundo, qualquer imagem empresarial e campanha publicitária que transpareça excessos de consumo, degradação ambiental, desrespeito ao consumidor e produtos sem eficiência econômica não colam mais no mercado consumidor atual.

               Os novos gestores precisam está capacitados a atender as diversas demandas que o próprio mundo – com os seus quase 7 bilhões de habitantes – está exigindo, que é de principalmente aprender a alinhar nessa nave super-lotada, em que a Terra se transformou, o crescimento da economia e das condições de vida humana, com os seus escassos recursos e milhões de problemas ambientais, sociais, políticos e econômicos. Até o final de 2010, por exemplo, seguindo a tendência dessas novas exigências, será publicado a ISO 26000, norma internacional de responsabilidade social que já está quase finalizada e que foi produto – após 5 anos de pesquisa – de inúmeros esforços de cientistas, empresários, consumidores e trabalhadores para condensar os anseios e expectativas dos diversos acordos internacionais e das melhores práticas de gestão empresarial.

                 Com isso, se espera que os novos gestores tenham em mente o que a sociedade atual espera de sua Instituição, além claro, de orientá-los a aplicar essas normas em seus processos administrativos e cadeias de valores dentro da Instituição.
                 Diferente da mera filantropia construída e estigmatizada na década de 80, hoje se vive a explosão da ecoefiência, da diminuição de riscos e valorização do capital humano. Esses pensamentos, que são incorporados a toda cadeia produtiva da Instituição gera inclusive mais faturamento e novos mercados para as empresas que desejem ter uma imagem coorporativa atrelada a responsabilidade socioambiental. Como exemplo, está o resultado do estudo “A cadeia da sustentabilidade”, realizado no início de 2009 que mostrou que 85% dos líderes brasileiros atribuíram seu sucesso de vendas à boa imagem coorporativa.
               Com esse novo panorama, cabem a nós, novos gestores e líderes, destruirmos a imagem negativa e destruidora que as próprias empresas construíram ao longo desses anos. Empresas e gestores gananciosos, malvados e guiados pelo lucro imediato não possuem mais espaço na “Responsabilidade Social 2.0”. Aprendamos com as novas tecnologias, estudos, pesquisas e com a própria Terra que há sim possibilidade de criarmos um novo modelo de gestão em nossa Instituição, seja pela otimização de processos, seja pela diminuição de custos através da aplicação de tecnologias limpas.

Estejamos preparados! Para o nosso próprio bem!

Consumo Insustentável parte 1

              Quando queremos vender um produto ou realizar um serviço, atentamos para diversas variáveis que influenciam nesse processo. A qualidade do que queremos vender ou fazer, as facilidades que podemos oferecer, a apresentação, o preço, a novidade, a exclusividade, etc. Todos, com o objetivo maior que trazer satisfação ao nosso cliente. Ou que nós possamos ajudar o cliente a tomar a melhor decisão e ele ficar feliz com o que escolheu.
               Independente dessas variáveis que tiram o sono dos diversos gestores, há uma que todos, repito, TODOS os gestores já possuem como um grande diferencial. O Consumo, ou consumismo é uma das princiais variáveis e forças que movimentam todas as nossas certeza de que alguém irá adquirir o que estamos oferecendo. Ora, na economia, “o termo consumo designa o ato econômico que permite concretizar a satisfação de determinada necessidade através da utilização de determinado bem” (Knoow.net). E qual o ser humano que não possui necessidades? Dos mais corrompidos pelo mercado e que consomem por impulso, aos mais “conscientizados” que estudam os valores sociais e ambientais do produto ou serviço antes de consumi-lo, todos irão consumir algo.
               E é essa variável, que se tornou a maior força já vista pelos gestores do mundo todo, é que está na lista negra do Instituto Worldwatch - um dos mais importantes e responsáveis organismos que estudam as vias de sustentabilidade do nosso planeta - como a principal causa da degradação ambiental e dos males sociais que a humanidade possui. Segundo estudos do Instituto, a população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente. Para se ter uma idéia, na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram 28% para US$ 30,5 trilhões.
              O que era a identidade dos norte-americanos, agora já está se espalhando por todos os demais países em desenvolvimento. A cultura do consumismo, ao longo dos últimos 50 anos, foi adotado de forma excessiva como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a China, segundo o relatório. A China, a bola da vez, ultrapassou os Estados Unidos como o mercado mundial de carros e também tem a “honra” de já ser o maior país emissor de gases de efeito estufa.
              Marx já havia se dado conta do peso do consumo. Ele constata em Manuscritos econômicos e filosóficos (1844), que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós”. Assim, muito mais do que consumir o mercado, nós é que somos consumidos pelo mercado. E quando mais temos valor ($$$$), mais somos consumidos.
             Uma das grandes batalhas que teremos no mercado será a de consumidores cada vez mais conscientes, ou sensibilizados aos problemas sociais e ambientais. Os quais não deixarão de consumir, mas consumirão de uma forma mais equilibrada. E é nesse ponto que diversas instituições estão trabalhando. Quanto mais cedo, nós gestores percebermos o potencial social e econômico que essa nova tendência possui, rápido assumiremos nosso papel de gestores sociais.

Continua....

sábado, 17 de abril de 2010

Desde quando isso é Responsabilidade Social?!?

           Diferente do que já pontuamos aqui no "Novas Gestões", ainda percebemos alguns gestores que ainda insistem que Responsabilidade Social é agrupar nos 0,01% de faturamento da empresa alguma ação beneficiente ou assistencialista. Em 18 de abril, um jornal local publicou uma nota com essa tal resposnabilidade que algumas empresas estão assumindo, tais como programas de assistência a saúde e social que não significam benefício real nenhum para pessoas que "PRECISAM" comer e tem "direito" à educação, saúde e moradia. Não dá para entender que essas empresas é que estão garantindo esses direitos?!?! E o pior, porque divulgam ações como essa, como marketing, em detrimento da miséria dos outros.
            Cuidado com essas ações pintadas de responsabilidade. Lembramos que, quando tratamos de Resposabilidade Social 2.0, nos referimos ao termo empregado pela francesa Élisabeth Laville, do grupo Utopies, para definir o momento atual da gestão coorporativa nas empresas. No qual as empresas e coorporações. em determinado momento, terão seu processo produtivo ligado as regras de mercado e também as regras socioambientais. Nessa ótica, não haverá opção, as grandes mudanças serão necessárias e orbigatórias. Partirá, inclusive, de muitas dessas empresas, as novas tecnologias e ações em favor do planeta.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Além do capitalismo - A hora da Empresa Cidadã!

"Enquanto uma empresa não abraçar uma causa maior e mais abrangente do que o enriquecimento dos acionistas, terá poucos líderes de peso; é mais provável encontrá-los nas arenas das ONGs do terceiro setor. Se esse for o caso, o terceiro setor poderá ser o local de treinamento empresarial e talvez político"

Charles Handy
           Apelidado de Filósofo da Gestão, o Professor da London Bussinesse School Charles Handy traz na obra "Além do Capitalismo" uma visão sobre o capitalismo como sistema econômico que verdadeiramente proporcionou inegáveis benefícios materiais, porém também provocou uma separação gritante entre ricos e pobres, o que tem se agravado gradativamente. Como prova disso, há um dado allarmante que indica que um terço da população está desempregada. Outro dado significativo é que 70% do comércio mundial estão nas mãos de apenas 500 empresas. O capitalismo provoca expectativas de crescimento constante. No entanto, isto não vai acontecer indefinidamente. E isto pode agravar as condições de vida das pessoas. A valorização do dinheiro é excessiva. Charles Handy argumenta que os valores de sustentação devem ser modificados em favor da qualidade de vida para todos. Os valores de mercado devem ser modificados.
             De forma ousada, o professor afirma que o capitalismo precisa ser reinterpretado para tornar-se decente, e as empresas, que são as instituições-chave do capitalismo, precisam ser repensadas. A educação precisa ser reformulada para nos preparar para uma maior responsabilidade pessoal. O governo precisa retribuir responsabilidade ao seu povo. Somente assim poderemos sentir que a vida e a sociedade podem ser moldadas por nós. Se isso acontecesse, nossos valores poderiam ditar a maneira pela qual as coisas funcionam, e não o inverso.
              Seguindo esse pensamento, o consultor e executivo Brian Bacon - pioneiro e líder no pensamento sobre o papel das empresas na sociedade - afirma que as "empresas cidadãs" assumiram um novo papel na sociedade. Pois, diferente do que as escolas ensinaram, o pensamento empresarial evoluiu muito desde as primieras idéias impementadas pela Revolução Industrial. Por exemplo, primeiro houve a era das características. As coisas tinham de ser somente funcionais. Depois, veio a era das necessidades emocionais. Estamos saindo dela, porém ela ainda está presente em muitos comerciais de TV: o que aquele produto ou serviço irá fazer para que eu me sinta bem? E agora está surgindo a era das necessidades do cidadão. As pessoas entendem que não são apenas clientes, são pais, filhos e cidadãos que buscam produtos que sejam parte da solução.
                O consultor ainda afirma que as diversas crises foram pontos decisivos para os líderes e gestores se reinventarem. Um exemplo citado por ele foi a consultoria realizada na McDonald´s: "Um de meus recentes clientes foi o McDonald’s. Apesar de ser vegetariano há 23 anos, trabalhei para eles. Charlie Bell, o CEO da rede de lanchonetes, é meu amigo. Mal assumiu o cargo, e os maiores acionistas já queriam saber o que ele iria fazer para combater o problema de imagem da empresa: vender comida que faz mal, engorda, essas coisas. Ele afirmou para a assembleia que o McDonald’s não tinha problema algum de imagem. Insistiram falando de protestos e estudos em jornais. E ele continuou: “Não há problema algum de imagem, mas um de realidade. É impossível afirmar se o McDonald’s é ou não parte do problema da má alimentação mundial. Mas, com toda certeza, a partir de hoje, seremos parte da solução”. Então, começou a fazer campanhas de exercícios e colocar alternativas mais saudáveis no cardápio. Charlie teve mente aberta, caráter e disposição para mudar as coisas." - (Na minha opinião, continua vendendo produtos de péssima qualidade, apesar da Pesquisa Top-of-mind ou lembrança funcionar bem)
              

P.S. Tirando o exemplo da McDonald`s que, para mim, apenas segmentou os seus produtos para continuar vendendo as "comidas que fazem mal", esperemos que em meio a tantas crises (ambientais, sociais, econômicas e políticas), as empresas assuman, definitivamente, a sua co-responsabilidade na sociedade. E que nós - eu me incluo nessa afirmativa - possamos abrir de forma transcendente nossa visão em relação a vida. Precisamos deixar de achar que o dinheiro colore tudo o que fazemos. Ele é apenas meio de vida e não seu objetivo principal.
"Deve haver algo que possamos fazer para restaurar o equilíbrio" Charles Handy.

Eu ainda não sei! :(

domingo, 4 de abril de 2010

Vai um cafezinho certificado?!

                 Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda commodity mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo.  Mesmo perdendo parte desse status ao longo dos anos, o Café ainda permanece entre os 10 produtos mais exportados (ONU-Agricultura e Alimentação).
                 Hoje, os adeptos do café, podem tomá-lo com a consciência mais "relaxada". E não estou falando dos eternos embates entre os malefícios e benefícos da cafeina, mas sim, pela cadeia produtiva do café está liderando os setores agrícolas nacionais com certificação ambiental.
                 Além de causar um impacto positivo no campo, como incentivador à ouras cadeias produtivas, a certificação contribui tanto para a conservação do meio ambiente, mas também para a qualidade de vida dos profissonais, pois os produtores certificados também consideram questões sociais aos trabalhadores rurais, garantindo que essas pessoas trabalhem em condições de segurança e saúde, com moradia. “Enfim, com uma série de questões que [vêm com o] selo. Esse é o propósito da certificação”. Afirma o secretário-executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Luis Fernando Guedes Pinto.
                 Para o consumidor, é a garantia de estar comprando produtos ecologicamente corretos e socialmente justos. “É uma garantia dele estar contribuindo também para isso. É importante dizer que o consumidor faz sua opção na hora em que compra, optando por um produto certificado de maneira consciente”, conclui o secretário.

Voce é burro o suficiente para combater as mudanças climaticas?

James Lovelock diz que SIM!

                Em entrevista ao jornal The Guardian, James Lovelock (90) criador da Teoria de Gaia, discorreu  sobre muitos assuntos: desde o Climategate, a super confiança em modelos computacionais, a necessidade do ceticismo climático, energia eólica versus nuclear, o IPCC e a influência dos lobistas, e finalmente (como sugere o título) a habilidade dos humanos em lidar com situações complexas como as mudanças climáticas.
                Referente a segunda armtiva, ele dz "Eu não acho que nós já tenhamos evoluído a um ponto em que somos capazes de lidar com situações tão complexas como a mudança climática. Nós somos animais muito ativos. Gostamos de pensar, ‘Ah sim, esta seria uma ótima política,’ mas isso nunca é tão simples. As guerras nos comprovam o quanto esta afirmação é verdadeira… a mudança climática é como uma repetição de uma situação em tempos de guerra. Ela pode facilmente nos levar a uma guerra física”.

                A opinião do teórico é relevante, pois o mesmo afirmou em janeiro de 2006, no "The Independent", que "o mundo já ultrapassou o ponto de não retorno quanto às mudanças climáticas e a civilização como a conhecemos dificilmente irá sobreviver". Ou seja, pelo que prseciamo nos últimos anos é que a crença de que os esforços para conter o aquecimento global já não podem obter sucesso completo e a vida na Terra nunca mais será a mesma estao se confirmado.
               Ao final Lovelock concluiu que apenas uma grande catástrofe natural, como o colapso da Geleira Pine Island na Antartica e o rápido aumento do nível do mar ou condições de secas extremas, como o que ocorreu no período chamado de “dust bowl,” no meio oeste americano, para fazer com que os humanos tomem ação.

               Somos ou não somos burros o suficiente?

terça-feira, 9 de março de 2010

Eles fazem bem o bem - Empreendedores Sociais parte 1 (Perfil)


Como já ouvimos falar sobre o termo empreendedorismo – Resumidamente, pessoa que possui características e perfil para iniciar um negócio, com o objetivo de ganhar lucro e renda – vamos explorar algo bem diferente do que nos acostumamos a ouvir, a palavra “empreendedor” não se limita somente à área de negócios. Tendo origem francesa e usado pela primeira vez nas décadas de 60 e 70, o termo significa “alguém que se encarrega ou se compromete com um projeto ou atividade significante”. Em vez do tipo do empreendimento que o individuo tem, a palavra descreve uma postura, comportamento e conjunto de qualidades. Empreendedores vêem possibilidades, e não problemas, para provocar mudanças na sociedade e não se limitam aos recursos que têm num momento.


Empreendedores sociais têm características semelhantes aos empreendedores de negócios, mas possuem uma missão social onde o objetivo final não é a geração de lucro, mas o impacto social; são os agentes de transformação no setor social. Não se contentam em atuar apenas localmente. São extremamente visionários e pensam sempre em inspirar a sociedade com as suas idéias e como colocá-las em prática.

Empreendedores são inovadores. Eles criam novos paradigmas e são pioneiros de novas abordagens. Isto não significa que criem algo completamente novo. Muitas vezes, transformam algumas idéias já existentes; utilizam a criatividade para aperfeiçoar ou reinventar processos. É um processo criativo e contínuo de explorar, aprender e melhorar.


Empreendedores sociais são executivos do setor sem fins lucrativos que prestam maior atenção às forças do mercado sem perder de vista suas missões (sociais) e são orientados por um propósito duplo: empreender projetos que funcionam e são disponíveis às pessoas e se tornar menos dependentes do governo e da caridade. (The National Center for Social Entrepreneurs)
O empreendedor social visa a maximização do capital social (relações de confiança e respeito) existente para realizar mais iniciativas, programas e ações que permitam para uma comunidade, cidade ou região se desenvolverem de maneira sustentável. Ele faz esses avanços disseminando tecnologias produtivas, aumentando a articulação de grupos produtivos e estimulando a participação da população na esfera política, ampliando o "espaço público" dos cidadãos em situação de exclusão e risco. (Pequenas empresas, grandes negócios).


Para tanto, utiliza técnicas de gestão, inovações produtivas, técnicas de manejo sustentável de recursos naturais e criatividade para fornecer produtos e serviços que possibilitem a melhoria da condição de vida das pessoas envolvidas e beneficiadas, através da ação dos empreendedores sociais externos e internos a comunidade.

Fonte: http://www.gsb.stanford.edu/csi/SEDefinition.html  

(Adaptado do The Meaning of Social Entrepreneurship by J. Gregory Dees)



Vários autores já avaliam as características que os empreendedores sociais possuem e que os empreedores "convencionais" não. Essa é uma tendência recente, um perfil não tão novo, mas ainda pouco explorado. Na realidade social em que empresas e governos atuam, os seguimentos sociais surgiram como uma terceira via, uma amostra do que é justo e ético. E esse tipo de pensamento, tomando por base a história, também é novo no ambiente organizacional.

Só aqui, podemos destacar diversas características que são urgentes de aplicação em diversos modelos de gestão que ainda presenciamos nos dias de hoje:

- Missão e Impacto Social: Pode-se entender como uma preocupação além dos lucros ou sobrevivência da organização. Deve preocupar com as pessoas que sofrerão os resultados de nossas ações e as que estão envolvidas nos processos organizacionais.
- Inspirar a sociedade com as suas idéias: Diferente da manipulação que vemos todos os dias. A inspiração é um dos primeiros princípios da liderança. Quando você inspira, você motiva, você move as pessoas, e não apenas iludi, ou trabalha com modismo comerciais.
- Maximização do capital social (relações de confiança e respeito): Sem comentários. Hoje convivemos com protocolos, documentos, arquivos de segurança e controle, gravações, cobranças e medos dentro do ambiente organizacional. Relações de confiança e respeito são utópicos para algumas pessoas.


continua....