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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Noite e Dia - Sobre a busca e mudança de vida

No dia acordei
De noite dormi

De dia saio pensando
A noite,as vezes, me pegam chorando

De dia, por horas e horas, estresso
Mas na noite, só quero descanso

Alguns amigos, no dia vibram, e na noite só meditam
Outros, no dia, trabalham incansavelmente, para na noite relaxarem merecidamente.

Pode, em tamanha dispersão, haver tanta aproximação?
Enquanto no dia posso sonhar com a mudança, por que na noite não posso sonhar com a esperança?

E se no dia há tanto brilho, porque vejo tantos dias sem atalhos. E se me vejo em noites tão escuras, porque são nessas noites é que vejo buscas.

Você, pobres Chefes estrelas, ainda carregam em si a esperança de ser sempre o sol.
Pobre ilusão, pois nunca sempre o serão. E o, o que falar desse sol, que ainda é lua por parar.

Mas ele nunca desitirá, pois se um dia desistir, outro poderá ocupar.
E quando se tornar lua, que eternamente escura ficaria. Quando mais sair o sol. Nem mesmo a noite teria.

Ah dia, ah noite. Por que brigar nessa vida, se o alvorecer e o entardecer as mantém unida.
Enfim. Depois do dia continuará vindo a noite, depois da noite ainda surgirá o dia.

E depois de ter palavras. Vem somente as esperanças de um dia mudar de vida.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Indivíduos, “Multivíduos” e trabalho em equipe.


               Pela própria natureza humana, nos caracterizamos como pessoas individualizadas, pessoas únicas e até algumas vezes, egoístas. Alguns evolucionistas, como o inglês Richard Dawking, afirmam inclusive que o egoísmo humano pode ser genético, pois é nesse gene que se conserva o instinto da auto-preservação. Porém, desse mesmo pensamento surge uma inoportuna realidade – o próprio gene vive em grupo, e assim como nós, seres humanos, nos protegemos também em grupo. E mesmo na dureza dos nossos sentimentos não podemos discordar do fato que o ônibus que andamos, o cafezinho que tomamos e todo o mais que nos servem para algo foi feito, pensado e/ou criado por outrem.  Esse olhar do outro, para o consultor empresarial Antonio Stanziani, é o “princípio do reconhecimento da vizinhança”.
                Diferente do que alguns estejam achando, é bom deixar claro que o individualismo, diferente do “egoísmo” apresentado aqui é sim um grande mal na sociedade atual. Pois, com pessoas cada vez mais individualistas, menos pessoas dispostas a se sacrificar pelo outro. Da mesma forma, que quanto mais tivermos os nossos males resolvidos, mais teremos condições de ajudar o próximo. Nesse ponto é que encontramos o “egoísmo equilibrado”.
                No ambiente de trabalho, o indivíduo e o coletivo são sempre muito ressaltados. Os diversos treinamentos que realizamos, autores que lemos e historinhas que nos contam sobre o sucesso de trabalho em equipe não são a toa. O entrosamento de uma equipe significa de forma direta o sucesso ou o insucesso de um processo. A própria corporação, grupos informais, cooperativas ou qualquer outro tipo de organização nasce da necessidade de unir esforços individuais em busca de um objetivo - A união para algo que não se pode fazer só.
                Mas não é tão simples. Algumas vezes, o individualista percebe o erro, mas se omiti sem agir. Algumas vezes, o egoísta percebe o erro, mas mesmo assim ajuda, pois sabe que o apoio e a ajuda são mais importantes. E algumas vezes, o altruísta percebe o erro, e prontamente ajuda, pelo simples fato de pertencer ao lado mais “humanizado” que possui.
                Essa diversidade, talvez seja uma das características mais interessantes da humanidade. Mesmo indivíduos – com particularidades, crenças e valores, somos “multivíduos” – seres complexos, donos de identidades móveis, capazes de enxergar um mesmo fato sobre diversas facetas. E dentro dos diversos grupos que participamos, sempre preservamos os nossos valores, mas poderemos agir de diversas formas, ora vamos preferir nos preservar, ora vamos ser mais libertos. O mais importante é reconhecer sempre que a natureza humana é passível dessas várias facetas. As vezes, nos momentos mais escuros, conseguimos ressaltar o lado mais belo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Direto do Amazônia Florescer - Intercâmbio Credamigo

Canuto, Eu e a Coordenador Geral Alessandra

           Bebemos da Fonte! Tive a grande oportunidade de conhecer gestores sociais em ação. O Programa Crediamigo do Banco do Nordeste funciona aos mesmos moldes que o Programa Amazônia Florescer - oferecendo microcrédito produtivo e orientado para empreendedores populares e excluídos financeira e socialmente. Participei de um Intercâmbio de Experiências em São Luis - MA para conhecer mais a fundo o Programa. 
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           O que fiquei mais feliz é que as teorias do Professor Patrício Herrera de Habilidades Gerenciais, sobre as virtudes da liderança podem ser desenvolvidas sim e geram conseqüências muito positivas na administração. Vejam só! A missão social do programa é tão bem distribuidora pelos seus líderes em todos os níveis operacionais que a equipe de trabalho tem uma satisfação imensa em pertencer a Instituição. Estratégias para fidelização de clientes, resolução de conflitos, gestão de pessoal, planejamento interno, aperfeiçoamento de processos, respeito aos colegas de trabalho, etc.... todos são construídos com base em uma gestão mais humana, conforme relatos. Ou seja, se você cuidar das pessoas que estão responsáveis pelos processos, automaticamente elas vão se sentir motivadas para realizar os processos. Deixar as pessoas livres para se auto-gerirem e possibilitar ferramentas, informações, atenção e estrutura para elas gerarem novos conhecimentos é o ponto forte desse Programa... e é o forte da Gestão Social.  
              Esse é um ponto de maturidade da equipe que só os líderes sociais conseguem construir. Todos juntos por uma luta, por uma causa, por um resultado. E olha, que estamos falando de um programa que funciona dentro de uma Instituição Financeira. 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Direto do Amazônia Florescer - Encontro de Equipes Agosto 2010

Equipe Amazônia Florescer

Momento "As Estações"

Emocionante, diferente, inspirador! Foi isso que escutei ao final desse encontro. Com a grande contribuição do amigo Luis Carlos, construímos esse momento motivacional de forma especial. Fizemos uma reflexão sobre quais sentimentos estamos deixando para os nossos colegas de trabalho. O que estamos levando para os empreendedores, parceiros do Programa, junto com o produto que trabalhamos. Além disso, buscamos dentro de cada um de nós qual o nosso papel nesse grande grupo e quais são as virtudes que nos fortalecem enquanto seres humanos e profissionais. Utilizando como pano de fundo as músicas "Voltei para perguntar", "As estações", "Fênix", dentre outras, sentimos uma verdadeira participação.
              Esperamos que se inspirem a outras reflexões e percepções e desejamos muito sucesso aos profissionais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Direto de Vinã - Habilidades Gerenciais

Justiça

Sobre Liderança

Virtudes Cardinais de um Lider transformador.
1. Justiça: Constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. Mede o nível de respeito que os líderes tem com o profissional, com a pessoa humana. Ex: Quando oferece um serviço dentro da capacidade do subordinado, ou quando exige resultados dentro da slimitações físicas e intelectuais de cada um.

Força
      2. Fortaleza:  Assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem; Força para enfrentar as diversidades da vida e do grupo para vencer, motivar e “arrastar” sua equipe. Ex: Um profissional subordinado que leva novas idéias ao ambiente organizacional que já possui uma cultura muito forte e fechada e, aos poucos, vai conquistando espaço e apoio da equipe.
3.       
      3. Prudência: dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida", sendo por isso considerada a virtude-mãe humana. Toma decisões corretas e precisas visualizando e compreendendo todo o contexto em questão. Ex: Quando avalia a vivência do fuincionário dentro da organização antes de tomar uma decisão. Quando não envolve relacionamentos pessoais na sua tomada de decisão.

Temperança
      4. Temperança ou Ponderação: Modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equiíbrio no uso dos bens criados", sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeresEquilíbrio emocional para lidar com as adversidades e liderar tantas particularidades dos subordinados. Ex: Reforçar o lado positivo e convencer que o vício ruim pode mudar. Atuar em cima das necessidades individuais de cada subordinado e criar um equilibrio com as necessidades da organização.

Liderança e os Sinais da Pessoa Humana

1.       Intimidade: Intimus = interior. É difícil abrirmos 100% de nossa intimidade, porque nem nós mesmos a conhecemos. Uma boa forma de entender melhor nossa intimidade é através de uma “Balanço de Idéas”. É composta pelos nossos sonhos, lembranças, sentimentos, ilusões, projetos, sofrimento, causas e manifestações. O lider que conseguir ser íntimo dos seus funcionários poderá ter mais certeza na sua tomada de decisão, pois conhecerá seus anseios e medos com o trabalho. Dessa forma, quando um subordinado partilha a sua intimidade, está automaticamente partilhando responsabilidade e confiança.
2.       Manifestação: É como traduzimos fisicamente toda a nossa intimidade.
3.       Diálogo: É o ato de confidenciar algo. Quando nos abrimos e nos permitimos ao outro. Quando somos mais humildes e menos soberbos. Quando abrimos o circulo da nossa intimidade e conseguimos também penetrar no circulo de intimidade do outro.
4.       Capacidade de Doar: Amar = Doar-se. Para o líder, a capacidade de amar está em transformar  esse amor em compreenssão e/ou perdão. Ser misericordioso, dar de coração para quem tem miséria. Quando transformamos isso em vívio, ficamos egoista, distorcemos o amor. Amamos mais a nós ou a um, do que a todos. Não reconhecemos, por exemplo, que o ser humano é transcedental. Ou seja, tudo que faz transcede, volta em atitudes e ações. Ame e faça o que quer (Santo Agostinho).
    Liberdade: Diferente da libertinagem, a liberdade nos torna livre de prisões mentais e sociais. Nos permite ser felizes. Quando renunciamos essa liberdade, nos escravizamos em tendências e vícios. Somos vítimas da Avareza – amor ao próprio bem, dinheiro – e perdemos a capacidade de escolher o melhor caminho, o caminho correto. Quando somos livres, não precisamos de aprovações sociais (aplausos).

Canto da Árvore

Canto da Árvore


Pare, viajante, eu sou o laço

Amarrando o vento com a terra

Eu sou as flores em silêncio

Para quem não se lembrar.



Toda minha vida eu estou com a sua vida

Florescendo ao seu lado

Sem duvidar que todos os dias duvidas

da minha sombra de madeira.


E o fogo doce do inverno

É o primeiro berço

De seu sonho final que é ouvido

como o limite do seu esperado.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Escritório Sustentável

        Entre as diversas tentativas de se tornar mais verde, há diversas possibilidades de tomar atitudes mais sustentáveis. Você é inclusive capaz de deixar seu escritório, ou ambiente de trabalho mais ecológico. Mais do que reciclar papel ou economizar energia - o que a grande maioria das pessoas está fazendo de forma incosnciente, que nem colocar cinto de segurança - há a possibilidade de muitas outras coisas. Vendo a animação criada pelo Banco Real (http://planetasustentavel.abril.com.br/simuladores/empresa.shtml) você pode pensar consumo de energia e água, acessibilidade, conforto ambiental e relações trabalhistas. São dicas que vão desde garantir uma largura adequada para a porta, permitindo a passagem de cadeirantes, até os critérios de contratação de fornecedores, dando prioridade a quem tem as mesmas práticas. 
          No ambiente de trabalho, além de proporcionar uma constante conscientização sobre a redução de impactos ambientais, a própria equipe trabalha em ambientes mais saudáveis - do ponto de vista físico, social e humano - e sentem-se respeitados por seus empregadores. Bem que o Banco Real poderia disponibilizar umas fotos dos seus escritórios para mostrar se aplicam tais alternativas, e se realmente aplicam. Vale a pena copiar!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Neuromarketing - ciência?!?!

        Quando vamos a uma loja, ou a uma lanchonete nem nos damos conta que o nosso processo decisório recebe uma influência da "arte de vender e comprar", ou para outros estudiosos, do "neuromarketing". Essa "ciência" estuda os diversos mecanismos que acionam o botão de compra existente no cérebro de todas as pessoas, envolvendo pesquisas de comportamento do consumidor, tecnologias da área de medicina e do próprio marketing.
           Resumidamente, os neuromarketeiros conseguem entrar na mente das pessoas e descobrir, despertar e inferir desejos antes mesmo que elas tenham consciência da sua existência e de sua própria vontade. Um bom exemplo é o RTX9338PJS (RTX9338PJS?!?!?!) Código esquisito né? Mais estranho ainda é imaginar que você já o cheirou. O mesmo é utilizado por grandes redes de lanchonete no formato de spray, que contém um forte aroma de cheeseburger de bacon para incentivar o consumo e o hapetite.
          Ou seja, enquanto você imagina que o bacon está sendo frito para o seu sanduiche, involuntariamente já se rendeu ao branding sensorial - um conjunto de estratégias empregadas pelos "experts" da publicidade para seduzir os nossos sentidos. Outro exemplo, é o cheiro de baunilha utilizado em algumas lojas femininas americanas que duplicaram as vendas. Para os homens, o aroma amadeirado foi o responsável pelo esgotamento de vários estoques em 4 grandes redes de marcas de roupas masculinas.

           Me recordei que o cheiro do café e do pão quentinho das padarias que exalam os salões de supermercados e realmente já despertaram, e muito, a minha fome....

             Em São Paulo, em 2001, a Bauducco utilizou uma estratégia de branding sensorial espalhando o aroma - em pleno natal - dos seus panetones em 32 salas de cinema. Resultado? Não deu para quem quis. Mas tratemos do mesmo assunto de uma forma mais casual. O neuromarketing já é praticado de várias formas nos supermercados, com a distribuição exata de produtos considerados commodities; nos doces e demais guloseimas espalhadas em farmácias e próximas aos caixas, e até na casca dos ovos de galinha que é alterada geneticamente para ficar marrom e parecer aos ovos de quintal.
               Mas não é só de odores e sabores que esses estrategistas vivem. Os impactos visuais causados por alguns outdoors ou comerciais que tem imagens de apelo sexual são ótimas estratégias para as marcas serem lembradas posteriormente. Sem falar das musiquinhas, jingles e sons apelativos, martelantes e memoráveis de vários comerciais.
              
               Olhando para os últimos acessórios, roupas, tecnologias e besteiras diversas que comprei nos últimos meses, fiquei avaliando se fui vítima ou não de alguma dessas estratégias. Será que é apenas uma inofensiva forma de estudar os hábitos de consumo ou não? Se pensarmos que o trabalho é desenvolvido em cima de estímulos que não são conscientes, dá para afirmar que é eticamente condenável. Mas, assim como qualquer ciência, os seus efeitos podem ter diversos resultados positivos ou negativos e utilizados de várias formas. Essas formas só quem vai poder definir é o ser humano. Se vai usá-los para o bem ou para o mal. Enquanto isso, tento me convencer que ainda não fui vítima.                

Patriotismo sujo

             Direto do blog do amigo Jorge (http://jorgeanderson.blogspot.com), uma dura e real verdade sobre patriotismo e sobre nossa cidade:


Isso por que vocês não viram quando o jogo terminou... Mas como a COPA justifica tudo, ninguém percebeu.

domingo, 20 de junho de 2010

O calor na produtividade


               Nunca senti tanto calor em Belém. Pelo horário que saio para o trabalho, por volta das 7:30h, lembro que esse era o horário ideal para se fazer uma caminhada, quando os raios solares ainda nos faziam bem. Em meio a tanto calor, será que a minha camihada vai ter que ser as 6:00hs? Na última semana, quando cumpri a minha meta de deixar o carro em casa para ir de ônibus para o trabalho, vi que o calor escaldante e a lotação dos ônibus “pinados” de gente causaram um extremo desconforto para qualquer um que estava ali dentro - Inclusive na quarta-feira, uma senhora desceu, pois não aguentava mais.
               É difícil manter, pois não quero perder essa meta - me irrita está sozinho no carro. Mas, todos os dias, vejo que está mais angustiante andar no calor, nos ônibus lotados, no trânsito insuportável e com o barulho que tira qualquer um do sério. Até já optei em levar toalha, sabonete e tomar um bom banho entre um trabalho e outro para melhorar o “astral” durante o expediente.
               Essa semana, Belém ardeu no calor e a sensação térmica ultrapassou os 40º, segundo o 2º Distrito de Meteorologia (DISME). Ar-condinados, ventiladores, água e sombrinhas foram vendidos 3x vezes mais, segundo comerciantes. Além disso, é bom ressaltarmos o quanto que a questão ambiental interfere na produtividade do trabalho também. Quanto mais calor, mais fatídico é o dia. E não sou eu e os outros no ônibus - provas vivas nessa semana- são estudos científicos que afirmam o quando que a produtividade no trabalho diminui com a incidência do calor, mudanças bruscas de temperatura, stress, desidratação, etc (cienciahoje.com).
              Tenho que me preparar, pois segundo o DISME, essa situação vai piorar...:(

Mais uma prova que nós, gestores, precisamos está antenados para as causas ambientais

terça-feira, 25 de maio de 2010

Jornada dupla, tripla....... de trabalho

             Fizemos um tempo atrás, uma analogia com os profissionais que estão com excesso de trabalho, estão sendo produtivos, não estão dando conta de conciliar a vida pessoal e profissional e, mesmo assim, não conseguem bons salários ou o devido reconhecimento. Isso ocorre nas jornadas duplas, ou triplas de trabalho que precisamos fazer para complementar renda, conseguir mais espaço e empregabilidade, ou por que não, ter uma perspectiva de um futuro financeiro melhor.
             Independente dos que gostem dessas jornadas de 20 horas de trabalho diário, uma coisa é certa: Dupla jornada, problemas em dobro. Na avaliação do presidente do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber, o ideal é evitar ao máximo ter dois empregos simultâneos. “O indivíduo pode adoecer e passar grande parte do seu dia estressado”, afirma. Mas, se isso acontecer, Kelber aconselha que os dois empregos não sejam conflitantes, uma vez que qualquer problema que exista será prontamente depositado nas costas do funcionário em questão. “As pessoas podem desconfiar da fidelidade desse funcionário para com a empresa”.
             Quando o profissional necessitar de dois empregos para se manter financeiramente, ele terá de escolher com muita prudência os horários a serem trabalhados. Dois serviços distintos, observa Kelber, podem acabar com a vontade e ímpeto do indivíduo. “É sempre bom que o segundo emprego seja mais prazeroso e que não exija esforço físico, uma vez que este funcionário estará esgotado”, aponta.
             O presidente do instituto enumera uma série de riscos que podem prejudicar a vida dupla do profissional. Além do limite físico, que será atingido com o passar das horas, o indivíduo certamente arcará com problemas de desempenho em uma das empresas, o que poderá acabar em demissão. “A partir do momento que ele gostar mais de uma área, ela será privilegiada por ele”.

Benefícios
         No caso de ser um funcionário em dois lugares diferentes, é a necessidade que ditará o ritmo do indivíduo. Apesar do desgaste, este profissional poderá analisar e tirar proveito da situação de maneira positiva. “A parte boa é que você sempre aprende algo, compara os modelos de gestão, as regras e focos das empresas. Além disso, o reforço financeiro torna-se uma consequência”, analisa Kelber. O presidente sustenta que, para ter condições mínimas para exercer dois tipos de trabalho, torna-se vital que o indivíduo se alimente bem e tenha tempo para um descanso.

    E ai, vale a pena tais benefícios!?!

sábado, 15 de maio de 2010

Novas obras, velhos problemas


              Lendo hoje sobre o fim da interminável obra do Elevado Daniel Berg (Para quem ainda não sabe, o pastor-fundador da Assembléa de Deus e o pioneiro na evangelização dos índios na Amazônia foi o homenageado nessa grande obra) - sobre essa homenagem, prefiro não falar nada...voltando a obra. Amanhã, dia 16 de maio de 2010 (Domingo) será a grande inauguração da parte principal do Complexo da Júlio Cezar e a grande esperança para todos nós que percorremos o trânsito de Belém.
              No meio de tantas expectativas, é triste ver que recursos, politica e demais interesses são incapazes de concluir uma obra que vise, realmente, o bem-estar de todos. A propaganda que está estampada na obra e que diz: A principal obra é cuidar da população é risível quando sabemos que passarelas e ciclovias só serão entregues meses depois da suposta inauguração. Ou seja, onde está a "população" que realmente será beneficiada na obra. Para mim, que mesmo no engarrafamanto, e que estou no meu carro, é mais fácil aguentar os 10 minutos que se levam para atravessar o trecho, mas ciclistras e pedestres precisam, durante alguns meses, dá um jeito para conviver com o período de adaptação dos transportes coletivos e particulares.
              Além disso, fiquem sabendo que até 2014 - e dessa vez, não mais por causa da Copa do Mundo - algumas outras grandes obras virão. Desenterrados de 1991, alguns projetos estão voltando a tona pelas promessas do PAC II, Ação Metrópole e Corredor Norte. Um deles, é reconstruir toda a ciclovia existente na Av. Augusto Montenegro, dessa vez, nas laterais e destruir as já existentes no centro da avenida - ôôô falta de planejamento, e também reabrir a proposta dos terminais de integração, reestruturando as linhas de ônibus que circulam para o centro de Belém, temrinado com a figura dos cobradores e modernizando as frotas.
                Com isso, reforçamos aqui a necessidade de haver novos gestores e a importância de se administrar corretamente recursos humanos, recursos, prazos e projetos na Administração Pública.

Essa semana estarei por lá....

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Consumo Insustentável parte 2

Imelda Marcos, a mais famosa colecionadora de sapatos do mundo, ex-primeira dama das Filipinas representa o sonho de consumidor para muitas empresas, mas também um grande símbolo de uma postura que precisa ser mudada radicalmente. No seu “Museu de Sapatos” da Cidade de Marikina, ela expõe centenas de pares de sapatos, muitos encontrados no palácio presidencial quando Imelda e seu marido, o presidente Ferdinand Marcos, fugiram das Filipinas, em 1986.


           Se Sócrates visse isso, talvez ele reproduzisse a mesma resposta que dava, séculos antes de Cristo, quando os comerciantes perguntavam o que ele estava fazendo andando pelas ruas do comércio de Atenas. Quando era assediado por vendedores, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”. Agora, sendo bem sincero, e independente de gostos e “achismos” sobre necessidades humanas, você precisa de mais de 500 pares de sapatos para ser feliz?
           A certeza que tenho é que, sem dúvida, ela contribuiu para o primeiro alerta, dado em 2009, pela organização internacional Global Footprint Network, onde foi afirmado que a Terra precisa de quase 18 meses para produzir os “serviços ecológicos” que os quase 7 bilhões de humanos utilizam em um ano. Se outras “colecionadoras” resolverem fazer o mesmo, precisaremos na década de 2030, de duas Terras para atender a nossa demanda anual. Esse dado foi reafirmado esse ano pelo Worldwatch Institute, no relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do Consumismo à Sustentabilidade), onde os 60 autores que assinaram sugerem, em meio a vários demonstrativos, gráficos e análises, mudanças profundas e difíceis, mas necessárias na mente humana e na forma como ela ver o consumo.
            E olha que nem estamos falando do potencial consumidor das quase 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta, mas sim, de apenas 2 bilhões que podem e/ou precisam consumir com mais sensatez e economia de recursos. O estudo afirma também que a discussão sobre o aquecimento global deve está atrelada a um padrão mais simples de vida. “Para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas a fim de que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”, afirma Erik Assadorium, diretor do relatório.
            A grande parte dos “serviços ecológicos”, cerca de 78%, são utilizados por apenas 16% da população mundial, que se encontram em apenas 65 países. Onde, alguns, como os EUA, consomem 32% desses serviços com apenas 5% da população mundial. Porém, o relatório também demonstra que alguns padrões de consumo, como da Tailândia e da Jordânia já superam o nível adequado. Sem falar, nos “potenciais consumidores” que estão representados pela nossa ascendente classe média e demais vindos da China e Índia, no qual resultam em dados imprevisíveis no relatório.
            Em meio aos fatos, há também muita luz sendo acesa. O sociólogo italiano Franco Ferrarotto afirma já ser possível detectar as mudanças nos padrões de consumo após a crise, que antes era financeira e passou a ser produtiva. Fora isso, zapeando pela internet e outros meios de informação, você percebe essa outra força nascendo, a que consegue unir pensamentos e atitudes pelo bem da humanidade. Há projetos de consumo voltados a sensibilização de crianças (http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Home.aspx ) Espaços de discussão (http://www.ecodebate.com.br ) e, inclusive gestores que, como bons gestores que são, sabem perceber as novas tendências do mercado e da sociedade (http://blogmais.wordpress.com/2009/01/28/responsabilidade-ambiental-ranking-de-empresas-verdes/ ). Não tenho como comprovar a efetividade dessas iniciativas, mas os resultados são reconhecidos.

         Depois de tudo isso, enquanto administrador, eu estou refletindo sobre outro desafio. Como vender, comercializar e atrair clientes com o possível fim da era do desperdício. ?????

Confesso que depois que escrevi isso, precisei rever minha coleção de DVDs, de action-figures e de revistas em quadrinhos. Uma já consegui me desfazer. Hoje leio meus quadrinhos todos on-line...muito melhor. É difícil, mas agente consegue!

Consumo Insustentável parte 1

              Quando queremos vender um produto ou realizar um serviço, atentamos para diversas variáveis que influenciam nesse processo. A qualidade do que queremos vender ou fazer, as facilidades que podemos oferecer, a apresentação, o preço, a novidade, a exclusividade, etc. Todos, com o objetivo maior que trazer satisfação ao nosso cliente. Ou que nós possamos ajudar o cliente a tomar a melhor decisão e ele ficar feliz com o que escolheu.
               Independente dessas variáveis que tiram o sono dos diversos gestores, há uma que todos, repito, TODOS os gestores já possuem como um grande diferencial. O Consumo, ou consumismo é uma das princiais variáveis e forças que movimentam todas as nossas certeza de que alguém irá adquirir o que estamos oferecendo. Ora, na economia, “o termo consumo designa o ato econômico que permite concretizar a satisfação de determinada necessidade através da utilização de determinado bem” (Knoow.net). E qual o ser humano que não possui necessidades? Dos mais corrompidos pelo mercado e que consomem por impulso, aos mais “conscientizados” que estudam os valores sociais e ambientais do produto ou serviço antes de consumi-lo, todos irão consumir algo.
               E é essa variável, que se tornou a maior força já vista pelos gestores do mundo todo, é que está na lista negra do Instituto Worldwatch - um dos mais importantes e responsáveis organismos que estudam as vias de sustentabilidade do nosso planeta - como a principal causa da degradação ambiental e dos males sociais que a humanidade possui. Segundo estudos do Instituto, a população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente. Para se ter uma idéia, na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram 28% para US$ 30,5 trilhões.
              O que era a identidade dos norte-americanos, agora já está se espalhando por todos os demais países em desenvolvimento. A cultura do consumismo, ao longo dos últimos 50 anos, foi adotado de forma excessiva como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a China, segundo o relatório. A China, a bola da vez, ultrapassou os Estados Unidos como o mercado mundial de carros e também tem a “honra” de já ser o maior país emissor de gases de efeito estufa.
              Marx já havia se dado conta do peso do consumo. Ele constata em Manuscritos econômicos e filosóficos (1844), que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós”. Assim, muito mais do que consumir o mercado, nós é que somos consumidos pelo mercado. E quando mais temos valor ($$$$), mais somos consumidos.
             Uma das grandes batalhas que teremos no mercado será a de consumidores cada vez mais conscientes, ou sensibilizados aos problemas sociais e ambientais. Os quais não deixarão de consumir, mas consumirão de uma forma mais equilibrada. E é nesse ponto que diversas instituições estão trabalhando. Quanto mais cedo, nós gestores percebermos o potencial social e econômico que essa nova tendência possui, rápido assumiremos nosso papel de gestores sociais.

Continua....

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Além do capitalismo - A hora da Empresa Cidadã!

"Enquanto uma empresa não abraçar uma causa maior e mais abrangente do que o enriquecimento dos acionistas, terá poucos líderes de peso; é mais provável encontrá-los nas arenas das ONGs do terceiro setor. Se esse for o caso, o terceiro setor poderá ser o local de treinamento empresarial e talvez político"

Charles Handy
           Apelidado de Filósofo da Gestão, o Professor da London Bussinesse School Charles Handy traz na obra "Além do Capitalismo" uma visão sobre o capitalismo como sistema econômico que verdadeiramente proporcionou inegáveis benefícios materiais, porém também provocou uma separação gritante entre ricos e pobres, o que tem se agravado gradativamente. Como prova disso, há um dado allarmante que indica que um terço da população está desempregada. Outro dado significativo é que 70% do comércio mundial estão nas mãos de apenas 500 empresas. O capitalismo provoca expectativas de crescimento constante. No entanto, isto não vai acontecer indefinidamente. E isto pode agravar as condições de vida das pessoas. A valorização do dinheiro é excessiva. Charles Handy argumenta que os valores de sustentação devem ser modificados em favor da qualidade de vida para todos. Os valores de mercado devem ser modificados.
             De forma ousada, o professor afirma que o capitalismo precisa ser reinterpretado para tornar-se decente, e as empresas, que são as instituições-chave do capitalismo, precisam ser repensadas. A educação precisa ser reformulada para nos preparar para uma maior responsabilidade pessoal. O governo precisa retribuir responsabilidade ao seu povo. Somente assim poderemos sentir que a vida e a sociedade podem ser moldadas por nós. Se isso acontecesse, nossos valores poderiam ditar a maneira pela qual as coisas funcionam, e não o inverso.
              Seguindo esse pensamento, o consultor e executivo Brian Bacon - pioneiro e líder no pensamento sobre o papel das empresas na sociedade - afirma que as "empresas cidadãs" assumiram um novo papel na sociedade. Pois, diferente do que as escolas ensinaram, o pensamento empresarial evoluiu muito desde as primieras idéias impementadas pela Revolução Industrial. Por exemplo, primeiro houve a era das características. As coisas tinham de ser somente funcionais. Depois, veio a era das necessidades emocionais. Estamos saindo dela, porém ela ainda está presente em muitos comerciais de TV: o que aquele produto ou serviço irá fazer para que eu me sinta bem? E agora está surgindo a era das necessidades do cidadão. As pessoas entendem que não são apenas clientes, são pais, filhos e cidadãos que buscam produtos que sejam parte da solução.
                O consultor ainda afirma que as diversas crises foram pontos decisivos para os líderes e gestores se reinventarem. Um exemplo citado por ele foi a consultoria realizada na McDonald´s: "Um de meus recentes clientes foi o McDonald’s. Apesar de ser vegetariano há 23 anos, trabalhei para eles. Charlie Bell, o CEO da rede de lanchonetes, é meu amigo. Mal assumiu o cargo, e os maiores acionistas já queriam saber o que ele iria fazer para combater o problema de imagem da empresa: vender comida que faz mal, engorda, essas coisas. Ele afirmou para a assembleia que o McDonald’s não tinha problema algum de imagem. Insistiram falando de protestos e estudos em jornais. E ele continuou: “Não há problema algum de imagem, mas um de realidade. É impossível afirmar se o McDonald’s é ou não parte do problema da má alimentação mundial. Mas, com toda certeza, a partir de hoje, seremos parte da solução”. Então, começou a fazer campanhas de exercícios e colocar alternativas mais saudáveis no cardápio. Charlie teve mente aberta, caráter e disposição para mudar as coisas." - (Na minha opinião, continua vendendo produtos de péssima qualidade, apesar da Pesquisa Top-of-mind ou lembrança funcionar bem)
              

P.S. Tirando o exemplo da McDonald`s que, para mim, apenas segmentou os seus produtos para continuar vendendo as "comidas que fazem mal", esperemos que em meio a tantas crises (ambientais, sociais, econômicas e políticas), as empresas assuman, definitivamente, a sua co-responsabilidade na sociedade. E que nós - eu me incluo nessa afirmativa - possamos abrir de forma transcendente nossa visão em relação a vida. Precisamos deixar de achar que o dinheiro colore tudo o que fazemos. Ele é apenas meio de vida e não seu objetivo principal.
"Deve haver algo que possamos fazer para restaurar o equilíbrio" Charles Handy.

Eu ainda não sei! :(

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mal Exemplo

Apesar de em junho de 2004 ter sido a primeira empresa de celular no mundo a se comprometer a eliminar materiais tóxicos dos novos modelos, a Samsung continua mordendo a língua. Em represália, sua sede em Bruxelas (Bélgica) amanheceu hoje decorada com um imenso cartaz do Greenpeace, onde se lia:

“Samsung = Promessas Quebradas”.

Enquanto as concorrentes Apple, HP, Nokia e Sony já apresentaram aparelhos livres de PVC e BFR (Retardantes de Chama Bromados), substâncias com alto poder tóxico, a Samsung permanece no campo da retórica. Tanto o PVC quanto o BRF possuem poder cancerígeno quando queimados, além de alta sobrevida como lixo tóxico.

A confiança na Samsung já levou o Greenpeace a pontuá-la positivamente em seu Guia de Eletrônicos Verdes. O atraso na mudança de postura foi penalizado com crítica na última edição do guia e, caso não tome providências mais concretas urgentemente, ao invés de empresa pioneira em tecnologia ambiental, será a primeira a sofrer repreensão direta pela recusa em eliminar as substâncias tóxicas de seus aparelhos.

Recente estudo do Programa Ambiental da ONU alerta para as conseqüências dramáticas do excesso de lixo tóxico em países em desenvolvimento e traz um apelo por ações urgentes.




by http://www.greenpeace.org.br/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Missão, Visão e Valores "Humanos" !?!?

    Recentemente, lendo alguns artigos e estudando mais afundo, ainda é claro para mim, a confusão que os conceitos de "missão, visão e valores" possuem para grande parte dos futuros gestores, e principalmente sobre a importância e a aplicabilidade do mesmo dentro da estrutura organizacional e na planificação de um bom planejamento estratégico.
    Uma professora de administração que recentemente tive o prazer de assistir a sua aula, exemplificou aos alunos esses conceitos como sendo essenciais para a vida de cada um. E é sobre isso que vamos descorrer mais um pouquinho abaixo:
    Em se falando de missão, recordamos que "A missão deve responder o que a empresa ou a organização se propõe a fazer, e para quem". Dessa forma, a imagem que a empresa quer "vender" e a forma que os clientes enchergam essa missão é muito maior do que uma simples descrição do que a empresa faz, ou dos produtos que coloca no mercado.
    Com essa idéia, a professora perguntou aos alunos se eles prefeririam ser reconhecidos pelas coisas que dizem fazer ou pelos resultados que demonstram para as pessoas, se assim quiserem, reconhecer? Depois de alguns minutos de silêncio, os alunos reconheceram que o melhor seria ter em mente a segunda afirmativa. Ela ainda indagou se eles preferem conhecer que tipo de pessoas: As que possuem grandes sonhos, ou as que vivem a vida dia após dia?
    A turma ficou dividida! E a professora exemplificou dizendo que as pessoas que possuem "visão" logicamente são as mais organizadas, obtém melhores resultados, possuem uma condição de vida melhor, possuem um "papo" melhor, etc...
    Ela ainda disse que a "Visão" dentro da empresa funciona da mesma forma que em cada um de nós. Ou seja, nada mais é do que um futuro desejado. Dessa forma, o enunciado da visão deve ter a aspiração de onde se quer, mas também a inspiração do que se quer ser. Explicando melhor: "A aspiração de tornar-se "algo", e a inspiração do porque desse "algo" deve merecer e valer a pena ser concretizado, deve-se também sentir orgulho de construir essa visão. Ou seja, deve ter luz suficiente (inspiração) para apontar o caminho que leva à concretização da aspiração" (Alan Weiss).
    Para finalizar, a professora perguntou o que os alunos achavam dos valores que eles tinham aprendidos com seus pais? Depois de vários exemplos - alguns deixaram bem claros que não ligam muito para "essa história de valores" - a professora explicou que os valores são os princípios, crenças, que nos servem de base e critério para os comportamentos, atitudes e decisões de toda a nossa vida.
    Na empresa, o conjunto de valores define a regra do jogo, em termos de comportamentos e atitudes, devendo conter um subconjunto das respostas às perguntas abaixo: Como os empregados devem se portar, individualmente? Como os empregados se relacionam entre si? Como os empregados se relacionam com os clientes? Como a empresa trata seus clientes? Como a empresa faz negócios? Como nos relacionamos com a comunidade? Qual a nossa responsabilidade frente à sociedade? Que valores, crenças ou princípios são importantes para a empresa fazer o que faz, para quem faz, e para o que ela quer se tornar?
     Resumidamente, a Missão, Visão e Valores é a forma de você estar lá, presente em cada "Hora da Verdade" da sua empresa, sem precisar ir para lá.
     Mas como ter certeza de que estamos com uma missão clara, uma visão sobre nosso futuro e os nossos valores em mente. Bom, refletindo sobre isso, talves se fizermos parte do que está escrito abaixo, talvez consigamos alinhar esse tripé conceitual.

- Nunca faça algo que você não possa assumir em público;
- Seja humilde, tolerando e flexível. Muitas idéias aparentemente absurdas podem ser a solução para um problema. Para descobrir isso, é precisa trabalhar em equipe, ouvindo as pessoas e avaliando a situação sem julgamentos precipitados ou baseados em suposições;
- Ser ético significa, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios;
- Dê crédito a quem merece. Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa. Cedo ou tarde, será reconhecido o autor da idéia e você ficará com fama de mau-caráter.
- Dê toda a atenção á pessoa que está falando com você. Nada de mascar chicletes, comer ou fazer qualquer tipo de barulho. A pessoa do outro lado da linha pode achar que você não está lhe dando a devida atenção.....

Valeu professora pela excelente aula. Algúem mais tem outras dicas?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Você está em "pleno emprego"?


Na economia, quando dizemos que uma empresa, ou Instituição está em "Pleno Emprego" é porque o auge de sua produção foi atingido. É como se toda a máquina pública, junto com todos os funcionários públicos estivessem em total produtividade durante as suas horas de trabalho - o que soa utópico nos dias de hoje. Outro exemplo, seria se todos os funcionários de uma empresa estivessem trabalhando sem dar atenção ao café, as conversas paralelas, ao orkut, ao msn, ou qualquer distração possível.

Esse princípio só se atinge na teoria, pois qualquer Instituição, sendo ela pública ou privada nunca poderá atingir o seu "Pleno Emprego", pois sempre haverá alguém disposto a dar atenção a qualquer coisa que não seja o trabalho... nem que seja por alguns segundos.

Pois bem, mas se formos planificar esse mesmo princípio em nossa vida, não é muito difícil percebermos o quanto que já atingimos o "Pleno Emprego" inúmeras vezes. Para saber, leia a seguinte afirmativa: Algum amigo seu convidou você para bater um papo, ou sair um pouco no final de semana e você respondeu que estava "sem tempo para nada", pois estava tão cansado de suas obrigações, do dia cansado de trabalho, das cobranças do trabalho, das metas a alcançar e do transito louco que pegou ao retornar para casa. Se você já passou por situação parecida, seja bem-vindo a massa de pessoas que atingem o pleno emprego todos os dias.

mas paremos para pensar quais são nossas reais obrigações? Pois onde ficam as nossas obrigações com a nossa vida pessoal? E o nosso bem-estar social e psicológico? Será que o "pleno emprego" que exerço na Empresa nunca será suficiente para ela? sempre será maior que a minha qualidade de vida?

Ora, até que ponto eu estou trabalhando para minha vida? Até que ponto estou voltando todo o meu cansaço, esforço e energia para o meu bem-estar? E se o pleno emprego que exerço não é suficiente para que eu cuide da minha vida, como poderei cuidar de outras vidas e da vida do planeta?

Talvez o que seja valido é construirmos uma cultura equilibrada entre satisfazer o que é importante para sobrevivermos e o necessário para sermos felizes e vivermos em paz. Acredito que ainda haja muitos caminhos, mas deixarei para responder depois, pois ainda terei que trabalhar ao terminar.