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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Blog sobre Empreendedorismo

Aproveito para indicar o excelente blog do amigo e professor Emanuel Leite sobre Empreendedorismo:

http://emanueleite.blogspot.com/

sábado, 21 de agosto de 2010

Direto do SENAC - Módulo Organização, gestão e funcionamento de empresas

Turma de Cabeleireiras (o) - SENAC
Queridas alunas e aluno rsrsrs,

            Obrigado pela grande oportunidade de está com vocês essa semana. Aprendemos muito essa semana, heim? Depois de falar bastante sobre empresas, processos, planejamento, organização, controle de informações, marketing e exercícios -  que vocês adoraram (rsrsrs) - de custos, investimento e formação de preços, desejo de todo o coração que vocês sejam excelentes profissionais. Como combinamos em sala, qualquer coisa, estou a disposição.

domingo, 13 de junho de 2010

Empreendedores Sociais - O Banqueiro dos Pobres

             Mordi a própria língua. Quando reconheci, na primeira instituição financeira que trabalhei, que não havia mais como fortalecer minhas ânsias humanas, pessoais e profissionais, resolvi sair. 02 anos depois voltei a mesma instituição para trabalhar desenvolvendo oficinas de educação socioambiental com os funcionários. Ao mesmo tanto que foi estranho, foi bom ser lembrado e reconhecido, agora em um outro papel e promovendo outro trabalho. Passado alguns anos, já no atual trabalho, retornei a outra Instituição Financeira e lá tive o prazer de vivenciar outra experiência maravilhosa. Conhecer mais a história de Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank e conhecido como o banqueiro dos pobres. A instituição, especializada no microcrédito, já concedeu mais de 10 bilhões a empreendedores de famílias pobres do mundo todo durante os seus 25 anos de existência, e rendeu ao brilhante Muhammad.
               O próximo alvo da Instituição são os 60 milhões de brasileiros com renda mensal entre um a três salários mínimos. Para isso, o mercado está sendo estudado. Há uma grande equipe visitando as periferias de todo o país conhecendo melhor a realidade local dos empreendimentos.
               A diferença desse "empréstimo" é a metodologia baseada na economia solidária, nas taxas que são bem menores do mercado e a possibilidade de investimento nos pequenos negócios por pessoas que não possuem renda para comprovar.
               Quem diria que retornando a uma Instituição Financeira iria ter a possibilidade de conhecer um trabalho tão grandioso como esse.
                

terça-feira, 25 de maio de 2010

Feira do Empreendedor

          De 26 a 30 desse mês acontece mais uma Feira do Empreendedor. Entre as grandes novidades, como a certificação de neutralização de carbono que a feira receberá - com o plantio de mudas, que absorverão a quantidade de poluentes emitidas daqui a uns 20 anos - há uma grande amostra das grandes discussões existentes no campo social e empresarial. Segue alguns destaques:

EM ALTA
  • SISTEMA DE COMÉRCIO JUSTO: VANTAGENS DA CERTIFICAÇÃO;
  • EMPREENDEDORISMO SOCIAL;
  • IMPORTÂNCIA DE AÇÕES AMBIENTAIS NO SETOR EMPRESARIAL: A QUESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO AMBIENTE URBANO;
  • CAPACITAÇÃO DE VOLUNTARIADO CORPORATIVO E OBJETIVOS DO MILÊNIO;
  • A UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS PARA DIVULGAÇÃO E APOIO COMERCIAL DE UMA EMPRESA;
  • PROGRAMA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE
DESTAQUE NO PARÁ
  • SEMINÁRIO DE INCLUSÃO, DESENVOLVIMENTO E FORMAÇÃO DE NOVOS EMPREENDEDORES DO SETOR DE GEMAS E JÓIAS;
  • BANCO COMUNITÁRIO - BANCO TUPINAMBÁ: UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO EM MOSQUEIRO;
  • POTENCIAL DE MERCADO DAS FRUTAS REGIONAIS DO PARÁ;
  • AMEAÇAS E OPORTUNIDADES NO SETOR DE BARES, RESTAURANTES E SIMILARES (Em Belém então?!)
  • JUVENTUDES DA AMAZÔNIA: OBSERVANDO OS DESAFIOS E APROVEITANDO AS POTENCIALIDADES PARA VIABILIZAR INICIATIVAS EMPREENDEDORAS.
SE DER TEMPO, VÁ...
  • O EMPREENDEDOR FAIXA PRETA EM AÇÃO - UMA ESTRADA DE SUCESSO;
  • PALESTRA: "AS 100 REGRAS DE OURO PARA O SUCESSO", LUÍS PAULO LUPPA, BEST SELLER EM VENDAS.

 Há opções para todos os gostos, das novas tendências, até as velhas estratégias dos vendedores pit-bull. Vale a pena selecionar as melhores para poder aproveitar mais a programação (http://www.feiradoempreendedorpa.com.br/programacao). Estaremos por lá.

domingo, 16 de maio de 2010

Fim das sacolas no Carrefour - Finalmente....


              Chega ao Brasil, a primeira iniciativa de zerar a utilização de sacolas plásticas em supermercados. Em vários supermecados europeus, por exemplo, as sacolas plásticas são pagas e o próprio cliente que empacota seguindo suas necessidades. Se optar por não empacotar nada, pode levar tudo na mão, carregar em sacolas de pano, etc. Em 15 de março de 2010, dia mundial do consumidor, a rede Carrefour finalmente lançou, em Piracicaba (SP), a primeira loja do Brasil a eliminar o uso sacos plásticos tradicionais. Para substituir, disponibiliza aos cliente caixas de papelão, sacos reutilizáveis e sacolas biodegradáveis. A iniciativa será implantada em todas as lojas da rede, gradativamente, nos proximos 4 anos.

              O "evento" de inauguração dessa "novidade" teve a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc: “esse tipo de ação só é possível porque o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente sobre os danos que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente”.
              Ele anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, dia mundial do meio ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano.“Isso mostra o consumo consciente como instrumento de transformação da sociedade”, ressaltou Minc, ao afirmar que esse tipo de mudança é reflexo da conscientização da empresa e dos consumidores. No entanto, “isso não acontece do dia para noite” - Até porque só agora deram uma alternativa "viável" a não utlização da mesma.
               Minc ainda acredita que haverá uma “imitação saudável” da iniciativa, que deverá ser copiada por outras redes de supermercados. O banimento de sacolinhas plásticas já acontece em vários países, como França e Bélgica.
                Para o diretor-superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, “a eliminação das sacolas plásticas é uma ação decisiva do Carrefour para o meio ambiente”. A partir do dia 31 de março, os clientes receberam sacolas retornáveis, caixas de papelão e poderão comprar sacolas  biodegradáveis - Espero que seja de origem vegetal e não de derivados de petróleo - que  terá sua renda revertida para o Lar dos Velhinhos.
                Esperamos que essa iniciativa seja realmente copiada. A iniciativa do Carrefour deveria ser uma exigência tomada por cada supermecado e loja que ainda trabalha com sacolas plásticas. Conforme dados do WWF, mesmo eliminando todas as sacolas plásticas da face do planeta, ainda encontrariamos resquícios desse mal nos oceanos, solos por mais uns 100 anos ,e em estômagos de animais por mais uns 30 anos. Que saco!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Consumo Insustentável parte 2

Imelda Marcos, a mais famosa colecionadora de sapatos do mundo, ex-primeira dama das Filipinas representa o sonho de consumidor para muitas empresas, mas também um grande símbolo de uma postura que precisa ser mudada radicalmente. No seu “Museu de Sapatos” da Cidade de Marikina, ela expõe centenas de pares de sapatos, muitos encontrados no palácio presidencial quando Imelda e seu marido, o presidente Ferdinand Marcos, fugiram das Filipinas, em 1986.


           Se Sócrates visse isso, talvez ele reproduzisse a mesma resposta que dava, séculos antes de Cristo, quando os comerciantes perguntavam o que ele estava fazendo andando pelas ruas do comércio de Atenas. Quando era assediado por vendedores, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”. Agora, sendo bem sincero, e independente de gostos e “achismos” sobre necessidades humanas, você precisa de mais de 500 pares de sapatos para ser feliz?
           A certeza que tenho é que, sem dúvida, ela contribuiu para o primeiro alerta, dado em 2009, pela organização internacional Global Footprint Network, onde foi afirmado que a Terra precisa de quase 18 meses para produzir os “serviços ecológicos” que os quase 7 bilhões de humanos utilizam em um ano. Se outras “colecionadoras” resolverem fazer o mesmo, precisaremos na década de 2030, de duas Terras para atender a nossa demanda anual. Esse dado foi reafirmado esse ano pelo Worldwatch Institute, no relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do Consumismo à Sustentabilidade), onde os 60 autores que assinaram sugerem, em meio a vários demonstrativos, gráficos e análises, mudanças profundas e difíceis, mas necessárias na mente humana e na forma como ela ver o consumo.
            E olha que nem estamos falando do potencial consumidor das quase 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta, mas sim, de apenas 2 bilhões que podem e/ou precisam consumir com mais sensatez e economia de recursos. O estudo afirma também que a discussão sobre o aquecimento global deve está atrelada a um padrão mais simples de vida. “Para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas a fim de que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”, afirma Erik Assadorium, diretor do relatório.
            A grande parte dos “serviços ecológicos”, cerca de 78%, são utilizados por apenas 16% da população mundial, que se encontram em apenas 65 países. Onde, alguns, como os EUA, consomem 32% desses serviços com apenas 5% da população mundial. Porém, o relatório também demonstra que alguns padrões de consumo, como da Tailândia e da Jordânia já superam o nível adequado. Sem falar, nos “potenciais consumidores” que estão representados pela nossa ascendente classe média e demais vindos da China e Índia, no qual resultam em dados imprevisíveis no relatório.
            Em meio aos fatos, há também muita luz sendo acesa. O sociólogo italiano Franco Ferrarotto afirma já ser possível detectar as mudanças nos padrões de consumo após a crise, que antes era financeira e passou a ser produtiva. Fora isso, zapeando pela internet e outros meios de informação, você percebe essa outra força nascendo, a que consegue unir pensamentos e atitudes pelo bem da humanidade. Há projetos de consumo voltados a sensibilização de crianças (http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Home.aspx ) Espaços de discussão (http://www.ecodebate.com.br ) e, inclusive gestores que, como bons gestores que são, sabem perceber as novas tendências do mercado e da sociedade (http://blogmais.wordpress.com/2009/01/28/responsabilidade-ambiental-ranking-de-empresas-verdes/ ). Não tenho como comprovar a efetividade dessas iniciativas, mas os resultados são reconhecidos.

         Depois de tudo isso, enquanto administrador, eu estou refletindo sobre outro desafio. Como vender, comercializar e atrair clientes com o possível fim da era do desperdício. ?????

Confesso que depois que escrevi isso, precisei rever minha coleção de DVDs, de action-figures e de revistas em quadrinhos. Uma já consegui me desfazer. Hoje leio meus quadrinhos todos on-line...muito melhor. É difícil, mas agente consegue!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Além do capitalismo - A hora da Empresa Cidadã!

"Enquanto uma empresa não abraçar uma causa maior e mais abrangente do que o enriquecimento dos acionistas, terá poucos líderes de peso; é mais provável encontrá-los nas arenas das ONGs do terceiro setor. Se esse for o caso, o terceiro setor poderá ser o local de treinamento empresarial e talvez político"

Charles Handy
           Apelidado de Filósofo da Gestão, o Professor da London Bussinesse School Charles Handy traz na obra "Além do Capitalismo" uma visão sobre o capitalismo como sistema econômico que verdadeiramente proporcionou inegáveis benefícios materiais, porém também provocou uma separação gritante entre ricos e pobres, o que tem se agravado gradativamente. Como prova disso, há um dado allarmante que indica que um terço da população está desempregada. Outro dado significativo é que 70% do comércio mundial estão nas mãos de apenas 500 empresas. O capitalismo provoca expectativas de crescimento constante. No entanto, isto não vai acontecer indefinidamente. E isto pode agravar as condições de vida das pessoas. A valorização do dinheiro é excessiva. Charles Handy argumenta que os valores de sustentação devem ser modificados em favor da qualidade de vida para todos. Os valores de mercado devem ser modificados.
             De forma ousada, o professor afirma que o capitalismo precisa ser reinterpretado para tornar-se decente, e as empresas, que são as instituições-chave do capitalismo, precisam ser repensadas. A educação precisa ser reformulada para nos preparar para uma maior responsabilidade pessoal. O governo precisa retribuir responsabilidade ao seu povo. Somente assim poderemos sentir que a vida e a sociedade podem ser moldadas por nós. Se isso acontecesse, nossos valores poderiam ditar a maneira pela qual as coisas funcionam, e não o inverso.
              Seguindo esse pensamento, o consultor e executivo Brian Bacon - pioneiro e líder no pensamento sobre o papel das empresas na sociedade - afirma que as "empresas cidadãs" assumiram um novo papel na sociedade. Pois, diferente do que as escolas ensinaram, o pensamento empresarial evoluiu muito desde as primieras idéias impementadas pela Revolução Industrial. Por exemplo, primeiro houve a era das características. As coisas tinham de ser somente funcionais. Depois, veio a era das necessidades emocionais. Estamos saindo dela, porém ela ainda está presente em muitos comerciais de TV: o que aquele produto ou serviço irá fazer para que eu me sinta bem? E agora está surgindo a era das necessidades do cidadão. As pessoas entendem que não são apenas clientes, são pais, filhos e cidadãos que buscam produtos que sejam parte da solução.
                O consultor ainda afirma que as diversas crises foram pontos decisivos para os líderes e gestores se reinventarem. Um exemplo citado por ele foi a consultoria realizada na McDonald´s: "Um de meus recentes clientes foi o McDonald’s. Apesar de ser vegetariano há 23 anos, trabalhei para eles. Charlie Bell, o CEO da rede de lanchonetes, é meu amigo. Mal assumiu o cargo, e os maiores acionistas já queriam saber o que ele iria fazer para combater o problema de imagem da empresa: vender comida que faz mal, engorda, essas coisas. Ele afirmou para a assembleia que o McDonald’s não tinha problema algum de imagem. Insistiram falando de protestos e estudos em jornais. E ele continuou: “Não há problema algum de imagem, mas um de realidade. É impossível afirmar se o McDonald’s é ou não parte do problema da má alimentação mundial. Mas, com toda certeza, a partir de hoje, seremos parte da solução”. Então, começou a fazer campanhas de exercícios e colocar alternativas mais saudáveis no cardápio. Charlie teve mente aberta, caráter e disposição para mudar as coisas." - (Na minha opinião, continua vendendo produtos de péssima qualidade, apesar da Pesquisa Top-of-mind ou lembrança funcionar bem)
              

P.S. Tirando o exemplo da McDonald`s que, para mim, apenas segmentou os seus produtos para continuar vendendo as "comidas que fazem mal", esperemos que em meio a tantas crises (ambientais, sociais, econômicas e políticas), as empresas assuman, definitivamente, a sua co-responsabilidade na sociedade. E que nós - eu me incluo nessa afirmativa - possamos abrir de forma transcendente nossa visão em relação a vida. Precisamos deixar de achar que o dinheiro colore tudo o que fazemos. Ele é apenas meio de vida e não seu objetivo principal.
"Deve haver algo que possamos fazer para restaurar o equilíbrio" Charles Handy.

Eu ainda não sei! :(

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eles fazem bem o bem - Empreendedores Sociais parte 2 (Campanha Brasilidade)

O Projeto Brasílis, criado em 2007 por Emanueely Oliveira, uma jovem participante do programa geração MudaMundo da Ashoka Empreendedores Sociais, estará lançando em breve a Campanha Brasilidades. Uma campanha social cuja finalidade é divulgar e apoiar, em nível nacional, cinco faces empreendedoras brasileiras provenientes de cada região do país, mostrando mudanças e atitudes de pessoas simples no ambiente em que vivem ou viveram, que possibilitaram o surgimento de negócios sociais sustentáveis que contribuem de alguma forma com a sociedade.

Uma das idéias é colocar num site, que já está em fase de construção, quatro histórias de empreendedores sociais de quatro cidades, uma de cada região brasileira, sendo elas: Monte Alegre- PA, Viçosa do Ceará-CE, Pomerode-SC e Sorocaba-SP. Por isso por meio das redes sociais e pelo blog http://www.projetobrasilis.blogspot.com/ o Projeo está convidando várias pessoas para integrar a essa campanha e ajudar a divulgar a campanha social Brasilidades.

"Dessa forma acreditamos que poderemos ampliar nossa rede social além de desenvolver e integrar ideias de empreendedorismo e mudança" (Tânia Torres, Projeto Brasilis)

terça-feira, 9 de março de 2010

Eles fazem bem o bem - Empreendedores Sociais parte 1 (Perfil)


Como já ouvimos falar sobre o termo empreendedorismo – Resumidamente, pessoa que possui características e perfil para iniciar um negócio, com o objetivo de ganhar lucro e renda – vamos explorar algo bem diferente do que nos acostumamos a ouvir, a palavra “empreendedor” não se limita somente à área de negócios. Tendo origem francesa e usado pela primeira vez nas décadas de 60 e 70, o termo significa “alguém que se encarrega ou se compromete com um projeto ou atividade significante”. Em vez do tipo do empreendimento que o individuo tem, a palavra descreve uma postura, comportamento e conjunto de qualidades. Empreendedores vêem possibilidades, e não problemas, para provocar mudanças na sociedade e não se limitam aos recursos que têm num momento.


Empreendedores sociais têm características semelhantes aos empreendedores de negócios, mas possuem uma missão social onde o objetivo final não é a geração de lucro, mas o impacto social; são os agentes de transformação no setor social. Não se contentam em atuar apenas localmente. São extremamente visionários e pensam sempre em inspirar a sociedade com as suas idéias e como colocá-las em prática.

Empreendedores são inovadores. Eles criam novos paradigmas e são pioneiros de novas abordagens. Isto não significa que criem algo completamente novo. Muitas vezes, transformam algumas idéias já existentes; utilizam a criatividade para aperfeiçoar ou reinventar processos. É um processo criativo e contínuo de explorar, aprender e melhorar.


Empreendedores sociais são executivos do setor sem fins lucrativos que prestam maior atenção às forças do mercado sem perder de vista suas missões (sociais) e são orientados por um propósito duplo: empreender projetos que funcionam e são disponíveis às pessoas e se tornar menos dependentes do governo e da caridade. (The National Center for Social Entrepreneurs)
O empreendedor social visa a maximização do capital social (relações de confiança e respeito) existente para realizar mais iniciativas, programas e ações que permitam para uma comunidade, cidade ou região se desenvolverem de maneira sustentável. Ele faz esses avanços disseminando tecnologias produtivas, aumentando a articulação de grupos produtivos e estimulando a participação da população na esfera política, ampliando o "espaço público" dos cidadãos em situação de exclusão e risco. (Pequenas empresas, grandes negócios).


Para tanto, utiliza técnicas de gestão, inovações produtivas, técnicas de manejo sustentável de recursos naturais e criatividade para fornecer produtos e serviços que possibilitem a melhoria da condição de vida das pessoas envolvidas e beneficiadas, através da ação dos empreendedores sociais externos e internos a comunidade.

Fonte: http://www.gsb.stanford.edu/csi/SEDefinition.html  

(Adaptado do The Meaning of Social Entrepreneurship by J. Gregory Dees)



Vários autores já avaliam as características que os empreendedores sociais possuem e que os empreedores "convencionais" não. Essa é uma tendência recente, um perfil não tão novo, mas ainda pouco explorado. Na realidade social em que empresas e governos atuam, os seguimentos sociais surgiram como uma terceira via, uma amostra do que é justo e ético. E esse tipo de pensamento, tomando por base a história, também é novo no ambiente organizacional.

Só aqui, podemos destacar diversas características que são urgentes de aplicação em diversos modelos de gestão que ainda presenciamos nos dias de hoje:

- Missão e Impacto Social: Pode-se entender como uma preocupação além dos lucros ou sobrevivência da organização. Deve preocupar com as pessoas que sofrerão os resultados de nossas ações e as que estão envolvidas nos processos organizacionais.
- Inspirar a sociedade com as suas idéias: Diferente da manipulação que vemos todos os dias. A inspiração é um dos primeiros princípios da liderança. Quando você inspira, você motiva, você move as pessoas, e não apenas iludi, ou trabalha com modismo comerciais.
- Maximização do capital social (relações de confiança e respeito): Sem comentários. Hoje convivemos com protocolos, documentos, arquivos de segurança e controle, gravações, cobranças e medos dentro do ambiente organizacional. Relações de confiança e respeito são utópicos para algumas pessoas.


continua....